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Edifícios Públicos de Curitiba​

Arquitetura Oficial​

A produção arquitetônica oficial aqui analisada abrange um período de mais de 100 anos, iniciando com o Paço da Assembleia construído em 1854 pela nascente Província do Paraná e chegando ao Edifício Oswaldo Pacheco de Lacerda, sede do Departamento Estadual de Estradas e Rodagem (DER/PR), projetado em 1958 e concluído sete anos depois. No percurso, o Ecletismo da Primeira República é sucedido pelo Modernismo dos anos de 1950 e, à primeira vista, parece tratar-se de momentos distintos entre si, com conceitos e formas próprias. No entanto, todos possuem como característica fundamental materializar na arquitetura a ação e o poder do Estado. Abrangendo espaços e tempos históricos diversos, apresentam técnicas e materiais construtivos, programa arquitetônico e linguagem formal específicos de suas épocas.

Tanto os edifícios ecléticos, constantes no final dos anos de 1920, como os modernistas, oficializados na década de 1950, estão de acordo com os princípios fundamentais da arquitetura e em plena contemporaneidade, atendendo à sociedade em que se inserem. Belíssimos exemplares de arquitetura convivem na paisagem urbana de Curitiba, com o objetivo claro de sempre serem ícones da vontade política de uma determinada conjuntura social. E nada melhor do que poder vê-los exibidos em conjunto no CD-Rom Edifícios Públicos de Curitiba. Ecletismo e Modernismo na Arquitetura Oficial.

Arquitetura Oficial

Produção de edifícios projetados e construídos pelos governos estaduais e municipais destinados a atividades de caráter público. Há uma significativa diversidade em tal conjunto, que abriga edifícios escolares, de atenção à saúde, de atividades técnicas, administrativos e sedes dos poderes constituídos. Aqui são estudados exemplares pertencentes às três ultimas categorias relacionadas, pois outro critério foi determinante: o de edifício-monumento – aquele que incorpora um determinado valor, uma ideologia ou mensagem, transmitindo-os ao longo do tempo.

Ecletismo

Apesar de manifestar-se desde o século XVIII na Europa, o Ecletismo na arquitetura encontrou seu apogeu no XIX, estendendo-se até a Primeira Guerra Mundial, no contexto das grandes transformações a partir da Revolução Industrial, do aumento da população urbana e da consolidação da burguesia. A arquitetura eclética associou num mesmo edifício elementos de diferentes estilos, com a valorização de conceitos como racionalidade, utilidade, ordem, simplicidade, caráter e modernidade – fundamentados na técnica e na ciência.

Modernismo

A Arquitetura Modernista, contrapondo-se ao historicismo materializado pela indiscriminada ornamentação, caracteriza-se pela busca de uma coerência entre a solução construtiva e a formal, a partir da utilização e da exploração das possibilidades plásticas de materiais como o concreto armado, o vidro e o ferro. Neste trabalho, explora-se a sua fase inicial no Br

asil, na qual se consolidam os cinco pontos da “nova arquitetura” definidos por Le Corbusier: o uso de pilotis, a estrutura independente da vedação, o terraço-jardim e a planta e a fachada livres. Sua linguagem plástica é fundamentada nos elementos e volumes geométricos e, assim como o Ecletismo, enfatiza conceitos como racionalidade, utilidade, ordem, simplicidade, caráter e modernidade – fundamentados na técnica e na ciência.

Mapas

EPC - Arquitetura Oficial​ - mapa 01

Em Curitiba, a produção arquitetônica oficial nasce com a criação da Província do Paraná, em 1853. No ano seguinte, surge no cenário urbano o primeiro edifício público, o Paço da Assembleia. A partir de então, outros são construídos e o Mapa 01 apresenta um panorama dos principais exemplares, datados até 1930. Todos são representantes da arquitetura eclética e localizam-se em pontos estratégicos da cidade, permitindo que a imponência e o apuro formal sejam sempre vistos e façam parte da vida da população.

 

EPC - Arquitetura Oficial - Mapa 02

O Mapa 02 traz a localização dos edifícios públicos construídos na década de 1950, dentro da linguagem modernista. A concentração de boa parte desta produção no Centro Cívico de Curitiba é representativa, indicando um novo conceito incorporado na produção arquitetonica oficial: a concentração dos exemplares em um local, dispostos de forma a acentuar suas formas modernas, o desenvolvimento tecnico-construtivo, a racionalidade projetual, o desenvolvimento econômico do Paraná e, sobretudo, a presença e a ação do governo na sociedade.

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